Operações contra crimes eleitorais batem recorde em setembro com foco na compra de votos
A Polícia Federal apreendeu R$ 12,34 milhões em dinheiro vivo apenas em setembro deste ano, superando os valores registrados no mesmo período de eleições anteriores. O montante faz parte de uma série de ações de repressão a crimes eleitorais conduzidas pela corporação em todo o país.
As diligências se intensificaram drasticamente na reta final do período de votação, revelando esquemas complexos de financiamento ilegal. A maior concentração de recursos recolhidos ocorreu justamente nos dois meses que antecederam o pleito, conforme informação divulgada por metroples.
Entre as ocorrências de destaque estão prisões em flagrante de candidatos e empresários em estados como Roraima e Pará. Os suspeitos são investigados por corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e utilização de recursos não declarados.
Apreensões recorde de dinheiro vivo em setembro
O levantamento da corporação aponta que os valores em espécie apreendidos em setembro de 2026 superam amplamente os números de 2022 e 2024. Naquele ano, a quantia recolhida no mesmo mês foi de R$ 1,27 milhão, enquanto em 2024 atingiu R$ 8,57 milhões.
Entre janeiro e julho deste ano, a corporação havia retido apenas R$ 515 mil, evidenciando um salto expressivo na circulação de dinheiro ilícito na reta final. No total, as operações já somam mais de R$ 30 milhões em recursos recolhidos.
Casos de corrupção eleitoral em Roraima e Pará
Um dos episódios ocorreu em 4 de setembro em Roraima, quando agentes confiscaram cerca de R$ 4 milhões com o empresário Luiz Brito e o policial militar aposentado José Bertoldo Peres Júnior. Na ocasião, a defesa alegou que a quantia seria destinada a investimentos em terrenos.
Ainda em Roraima, o candidato a deputado federal Daniel Trindade foi preso durante a Operação Cunhambebe. Já no Pará, o candidato Manoel Pioneiro foi detido em flagrante após sacar R$ 300 mil em uma agência bancária de Belém.
Investigações de crimes eleitorais e violência política
Além do dinheiro em espécie, a corporação recolheu diversos bens nas diligências, elevando o total de apreensões para R$ 32,2 milhões em 2026. As apurações englobam crimes como falsidade ideológica e falsificação de documentos.
A atuação da força policial também abrange o combate rigoroso à corrupção eleitoral e à compra de votos. Investigações adicionais tratam de episódios de violência política de gênero e raça registrados durante a campanha.
Perguntas Frequentes
Quanto a Polícia Federal apreendeu em setembro de 2026?
A Polícia Federal apreendeu R$ 12,34 milhões em dinheiro vivo no mês de setembro de 2026, superando os registros de 2022 e 2024.
Quais políticos foram presos pela Polícia Federal recentemente?
O candidato a deputado federal Daniel Trindade e o candidato Manoel Pioneiro foram presos em operações recentes no Pará e em Roraima.
Qual é o valor total apreendido em crimes eleitorais em 2026?
As somas em dinheiro e bens recolhidos pela Polícia Federal em investigações eleitorais chegam a R$ 32,2 milhões ao longo de 2026.
Quais crimes são investigados nas operações da Polícia Federal?
A corporação investiga corrupção eleitoral, compra de votos, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e violência política de gênero e raça.

