Nova fase de alta energia foi revelada após colisão estelar, expandindo o entendimento sobre o universo.

Uma equipe internacional de astrônomos detectou uma fase de alta energia até então oculta após a colisão de estrelas compactas. O evento cósmico foi registrado por telescópios avançados, revelando uma emissão prolongada de raios X.

A explosão foi capturada conjuntamente pelo satélite Einstein Probe, pelo monitor SVOM e pelo telescópio Insight-HXMT, marcando um avanço significativo na astrofísica moderna e no estudo de ondas gravitacionais.

A descoberta detalha como o motor central permaneceu ativo após o flash inicial, conforme informação divulgada por xx.

Descoberta com o Einstein Probe

O satélite Einstein Probe monitorou continuamente a área celeste, identificando que o evento cósmico designado como EP250704a apresentou raios X suaves por quase dez minutos após o término do surto principal.

A estudante de doutorado Yi-Hong Iris Yin, vinculada à Universidade de Hong Kong e coautora do estudo, liderou a análise dos dados e apontou que o motor central continuou liberando energia rapidamente após a colisão.

O mistério do remanescente estelar

Os pesquisadores sugerem que o remanescente gerado pela colisão pode ser um magnetar, caracterizado por ser uma estrela de nêutrons altamente magnetizada e de rotação rápida que sustentou a emissão prolongada de radiação.

Essa atividade prolongada indica que eventos semelhantes podem ocorrer com mais frequência do que se pensava, mas acabavam passando despercebidos por instrumentos tradicionais focados apenas em raios gama.

Colaboração internacional e impacto científico

O estudo foi liderado em parceria com An Li, da Universidade Normal de Pequim, e Bin-Bin Zhang, da Universidade de Nanjing, com os resultados publicados como artigo de capa na prestigiada revista científica Science Bulletin.

  • O surto inicial de raios gama durou cerca de 0,4 segundos.
  • A emissão de raios X suaves persistiu por aproximadamente 10 minutos.
  • Novos dados ajudam a rastrear fontes de ondas gravitacionais com maior precisão.

Perguntas Frequentes

O que foi descoberto na fusão de estrelas de nêutrons?

Astrônomos descobriram uma fase oculta de raios X que durou cerca de 10 minutos após uma breve explosão de raios gama gerada pela fusão de estrelas compactas.

Como o telescópio Einstein Probe ajudou na pesquisa?

O Einstein Probe monitora continuamente uma ampla área do céu em raios X suaves, permitindo registrar emissões prolongadas que telescópios tradicionais de raios gama costumam perder.

O que pode ter sido o remanescente da colisão estelar?

Os cientistas apontam que o remanescente pode ser um magnetar, que é uma estrela de nêutrons altamente magnetizada e de rotação rápida.

Onde os resultados da pesquisa foram publicados?

O estudo completo foi publicado como artigo de capa na renomada revista científica Science Bulletin por uma equipe internacional de pesquisadores.