Mensagens revelam pressão do empresário sobre aportes no Banco Master e negociações de recompra.
Mensagens extraídas do celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, mostram que o empresário Roberto Justus chegou a ameaçar pedir a recuperação judicial da SteelCorp. A cobrança ocorreu porque um aporte financeiro continuava registrado como dívida no balanço da empresa, gerando preocupações sobre a sobrevivência do negócio.
As conversas analisadas evidenciam que a insatisfação de Justus vinha desde o final de 2024 e envolva dificuldades de comunicação com Vorcaro. O empresário reclamava da demora na conversão do investimento em participação societária e da falta de respostas rápidas, conforme informação divulgada por poder360.
Apesar do tom duro nas mensagens trocadas em setembro de 2025, os dois empresários avançaram posteriormente em tratativas para negociar a recompra da fatia societária por R$ 130 milhões, buscando uma solução para o impasse financeiro.
Crise na SteelCorp e ameaça de recuperação judicial
Em 1º de setembro de 2025, Roberto Justus cobrou urgência na conversão do investimento em participação societária. O empresário afirmou que, se a dívida continuasse em seu balanço, teria que pedir uma recuperação judicial, o que faria Vorcaro perder todo o investimento feito na companhia.
Vorcaro respondeu que os aportes acertados foram cumpridos, mas argumentou que a conversão enfrentava entraves técnicos e jurídicos. Mesmo com o atrito, o então banqueiro prometeu tentar resolver o impasse com a gestora responsável pela operação da SteelCorp.
Cobranças recorrentes e dificuldades de contato
O histórico de mensagens mostra que as cobranças começaram bem antes, em dezembro de 2024. Justus relatou que, em 40 anos como empresário, nunca havia enfrentado tanta dificuldade para obter retorno de um parceiro de negócios, mencionando prejuízos imensos.
Em abril e julho de 2025, a tensão aumentou devido a compromissos financeiros de curto prazo e a uma dívida inicial de 80 milhões de reais sem documentação formalizada como antecipação. Justus chegou a afirmar que o parceiro havia sumido novamente.
Proposta de recompra de participação por R$ 130 milhões
Após as cobranças sobre a situação financeira, os empresários discutiram modelos de saída para a sociedade. Em 4 de setembro de 2025, Justus enviou uma proposta formal para recomprar a participação por R$ 130 milhões, com prazo de pagamento em cinco anos.
O formato sugerido previa pagamentos anuais, correções pelo IPCA e antecipações ligadas a dividendos por meio de cash sweep. As conversas indicam acordo sobre os termos, embora sem confirmação definitiva da conclusão da recompra.
Patrimônio negativo e cenário de sobrevivência
Em 11 de setembro de 2025, Justus detalhou que a SteelCorp enfrentava um quadro de patrimônio negativo e alta carga de passivos. Segundo ele, a empresa estava incapaz de honrar compromissos passados ou obter novos financiamentos no mercado.
O empresário pontuou que o desafio central era garantir a sobrevivência da companhia até que o faturamento se concretizasse, reforçando a necessidade de novos aportes de capital e de um roadshow para captação de recursos.
Perguntas Frequentes
Por que Roberto Justus ameaçou pedir recuperação judicial para a SteelCorp?
O empresário cobrava a conversão de um aporte financeiro de Daniel Vorcaro que continuava registrado como dívida no balanço da companhia, prejudicando as contas e a continuidade do negócio.
Qual foi o valor acordado na proposta de recompra da fatia da SteelCorp?
Roberto Justus propôs pagar R$ 130 milhões pela participação societária, com prazo de cinco anos, correções pelo IPCA e pagamentos anuais.
Quando aconteceram as cobranças mais intensas entre Justus e Vorcaro?
As mensagens mostram cobranças recorrentes desde dezembro de 2024, com momentos de maior tensão e ameaças de recuperação judicial em setembro de 2025.
Qual era a situação financeira da SteelCorp segundo as mensagens?
Em setembro de 2025, Justus afirmou que a empresa apresentava patrimônio negativo, incapacidade de honrar compromissos financeiros passados e dificuldades para obter novos financiamentos.

