Polícia Federal mantém depoimentos de Vorcaro e pai para quarta-feira
A Polícia Federal manteve para esta quarta-feira (30) os depoimentos de Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, ambos presos desde março. Os depoimentos


A Polícia Federal manteve para esta quarta-feira (30) os depoimentos de Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, ambos presos desde março. Os depoimentos terão como foco principal o funcionamento do grupo denominado "A Turma" e do grupo "Os Meninos", investigados pela corporação. Segundo apuração do analista de Segurança Pública, Elijonas Maia, os interrogatórios estão marcados em horários distintos: Daniel Vorcaro às 14h, por videoconferência, e Henrique Vorcaro às 16h. "Vorcaro está preso em Brasília, em uma ala do complexo da Papuda, a Papudinha, e o pai dele em Minas Gerais.
Desde março os dois estão presos", contextualizou Elijonas durante o Bastidores CNN desta terça-feira (29). Os depoimentos desta quarta-feira ocorrem após dois adiamentos. Há cerca de duas semanas, as defesas de Daniel e Henrique Vorcaro alegaram não ter acesso aos autos do processo e reclamaram formalmente junto à Polícia Federal. Na última sexta-feira (25), segundo a defesa de Daniel Vorcaro, os advogados tiveram acesso integral às mensagens e ao conteúdo da investigação sobre "A Turma", o que permitiu a preparação adequada dos clientes para os depoimentos.
A expectativa dos delegados da Polícia Federal é de que, com a conclusão desses interrogatórios, seja possível finalizar ao menos um dos inquéritos em andamento, justamente o relacionado a "A Turma" e ao grupo "Os Meninos". ## O que a PF quer esclarecer Segundo informações apuradas, a Polícia Federal aponta o grupo "A Turma" como um braço armado de Daniel Vorcaro voltado para intimidar adversários e atacar jornalistas. "Esse inquérito levou à prisão de Daniel Vorcaro, do pai dele, Henrique Vorcaro, e também de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que logo depois atentou contra a própria vida na prisão e faleceu", explicou Elijonas. Há ainda a suspeita de que o grupo teria acessado sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até da Interpol para obter, antecipadamente, informações sobre investigações em curso contra Daniel Vorcaro, repassando dados sigilosos a ele. Mensagens trocadas no WhatsApp, nas quais se fala inclusive em "quebrar os dentes de um jornalista", fazem parte do conjunto de evidências analisadas nessa investigação.
Além do funcionamento dos grupos, a PF pretende questionar Daniel Vorcaro sobre sua rede de contatos, de quem recebia informações e para quem as repassava, além de uma suspeita de vazamento de informações sobre a operação de março. "Quando ele foi alvo de busca e apreensão no início de março, a Polícia Federal tinha um mandado para bloquear judicialmente bilhões de reais na conta dele, mas não encontrou nenhum valor", relembrou Elijonas. Na semana seguinte, ao cumprir medida judicial contra o pai, a PF localizou R$ 2 bilhões na conta de Henrique Vorcaro. "Não deu certo, a polícia conseguiu identificar e logo depois houve o bloqueio bilionário da conta do pai", afirmou o analista.
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