Estudo publicado na Nature Astronomy revela indícios inéditos de um mundo gerado após a morte estelar.

Cientistas encontraram evidências de que o sistema planetário pode ter uma segunda vida após a morte de sua estrela. A descoberta histórica foi divulgada recentemente na revista científica Nature Astronomy.

A pesquisa detalha a existência inédita de um planeta de segunda geração, fenômeno previsto teoricamente há mais de 15 anos por pesquisadores. O achado muda a compreensão atual sobre a evolução do universo, conforme informação divulgada por sciencenews.

O astrônomo Jamie Williams, da Universidade de Warwick, liderou a análise que identificou vestígios químicos anômalos na atmosfera de uma anã branca localizada no espaço sideral.

Evidências na atmosfera de anã branca

As anãs brancas são núcleos densos que restam quando estrelas de baixa massa chegam ao fim de suas vidas, expulsando todo o material externo. Normalmente, esses cadáveres estelares possuem atmosferas limpas de hidrogênio e hélio porque os elementos pesados afundam.

No entanto, o objeto estelar estudado apresenta uma poluição química incomum, com quantidades absurdas de nióbio. O metal raro, usado em supercondutores, nunca havia sido observado antes na atmosfera de uma anã branca no espaço.

O processo de formação do mundo fênix

O cientista planetário Zifan Lin, da Universidade Washington em St. Louis, explicou que essa é a primeira vez que a ciência observa evidências reais desse tipo de formação planetária. Antes, o conceito era considerado apenas uma mera especulação.

Segundo a equipe de pesquisa, o material ejetado pela estrela morta pode ter se unido para formar um novo planeta cheio de elementos pesados. Posteriormente, a anã branca teria absorvido parte da atmosfera desse novo mundo.

Óbita detectada pelo telescópio TESS

Para sustentar a hipótese, os cientistas analisaram dados do telescópio espacial TESS e identificaram que o brilho da estrela muda a cada 4,4 dias. Esse comportamento sugere a presença de um gigante gasoso orbitando muito perto do núcleo estelar.

O astrônomo Jamie Williams descreve o corpo celeste como uma versão prateada de Júpiter. Embora os pesquisadores ainda investiguem outras possibilidades, um planeta é apontado como a explicação mais razoável para o fenômeno.

Perguntas Frequentes

O que é um planeta fênix?

É um mundo de segunda geração que nasce a partir dos restos e detritos deixados por uma estrela morta, como uma anã branca.

Como os cientistas descobriram este planeta?

A descoberta ocorreu após análises de dados do telescópio Hubble e do TESS na atmosfera da anã branca HS 0209+0832.

O Sol pode gerar um planeta após morrer?

Astrônomos afirmam que o Sol terá um destino semelhante, mas ainda faltam dados para confirmar se o nosso sistema solar criará um mundo fênix.