Instituto avalia propostas de candidatos à presidência sobre ciência, tecnologia, inovação e reindustrialização do Brasil.

Nas eleições de 2026, o Instituto Questão de Ciência uniu forças com a Super e a Veja Saúde para avaliar as propostas dos presidenciáveis em ciência, tecnologia e saúde, conforme informação divulgada por CULTURA POP.

O projeto visa analisar criticamente os planos de governo voltados para a retomada do setor produtivo, abordando a desindustrialização histórica e os caminhos institucionais sugeridos para o desenvolvimento nacional.

A iniciativa conta com a colaboração de especialistas de diversas universidades renomadas para examinar a viabilidade técnica e a profundidade estratégica das diretrizes apresentadas pelos políticos.

Desindustrialização e queda no PIB

Em 1986, a indústria de transformação respondia por 27,3% do PIB brasileiro, impulsionada por políticas protecionistas da Ditadura Militar que duraram até o governo Collor.

Segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, baseado em dados do IBGE, essa fatia despencou para 13,7% em 2025.

Com a retração das manufaturas, o setor de serviços ganhou espaço no PIB, enquanto a agropecuária e a mineração assumiram protagonismo nas exportações do país.

Complexidade econômica e comércio

A expansão econômica da China gerou demanda global por commodities, fazendo o Brasil surfar na onda da exportação de soja, petróleo e minério de ferro.

Contudo, o Índice de Complexidade Econômica revela que o país caiu da 25ª posição em 1995 para a 56ª em 2024, refletindo a perda de competitividade em manufaturados.

Os especialistas apontam que os candidatos concordam sobre a perda de capacidade produtiva, mas divergem frontalmente sobre os métodos para revertê-la.

Ferramentas de incentivo e inovação

Países bem-sucedidos utilizaram financiamentos estatais, programas espaciais, incentivos fiscais e encomendas tecnológicas para impulsionar setores estratégicos locais.

Um exemplo citado é o acordo da Fiocruz com a AstraZeneca em 2020 para produzir vacinas, demonstrando a eficácia do poder público como comprador e financiador de riscos.

Apesar disso, acadêmicos como Sergio Salles-Filho avaliam que boa parte dos planos de governo ainda é superficial ao conectar objetivos de inovação à execução prática.

Análise dos planos de governo

A Superinteressante analisou os planos de doze presidenciáveis utilizando inteligência artificial para selecionar trechos sobre política industrial e inovação tecnológica.

Quatro candidatos ficaram de fora por não apresentarem propostas substanciais, enquanto os textos avaliados foram anonimizados para evitar qualquer tipo de viés ideológico.

Especialistas como Renato Garcia e Paulo Antônio Zawislak destacam que o Brasil ainda sofre com visões fragmentadas para articular pesquisa acadêmica e empresas.

Perguntas Frequentes

O que avalia o projeto nas eleições de 2026?

O projeto avalia as propostas dos candidatos à presidência nas áreas de ciência, tecnologia, saúde e política industrial para o Brasil.

Por que a indústria brasileira diminuiu no PIB?

A indústria de transformação caiu devido à desindustrialização, à perda de complexidade econômica e ao avanço das exportações de commodities.

Como os planos de governo foram analisados?

Os planos de doze presidenciáveis foram analisados com o auxílio de inteligência artificial e de especialistas acadêmicos de forma anonimizada.